sábado, 16 de agosto de 2014

A Margaret Tommetet vai adorar este porque não sendo para ela eu sei que pronto

Quando a beijo principio,
Os olhos negros vêm por dentro
E as imagens formam-se reais.

O Mundo que é mundo,
O mundo Mundo contigo.
O Mundo mudo contigo.

Na abstracção da maior forma
Deixar de ser para Ser

Teu toque, que esqueço perpétuamente
Para que volte a acontecer.

Findo o enlace o abraço que desejo
E abraço-te amando
Todo o amor em todo um beijo.

Na hora matinal tardia
Na fantasia de o que tem de ser:
Deixar que o tempo corra
Para o Tempo poder Viver.

A eternidade é uma distância
A distância de mim, a ti.

E a eternidade sempre muda.
E a distância? Nunca igual.

Porque o que se sente é que importa
E tudo o que importa,
És tu.

Quando a beijo principio,
No abraço dela me crio,
No estar com Ela o meu berço:

Nasço novo inteiramente
Sem carne, sem osso, sem pele.

Sou todo eu pleno com o Mundo e o Universo:
Desfaço-me de mim e sou teu.

Sou teu e não sou eu. Sou Eu.
Mais elevado. Transformado
Ao expoente da transmutação.

Tu és a razão para que bata o meu coração.

PS.: Ainda que deixe de ser carne ou mortal
Mortal é a condição em que te amo.
A imortalidade é amar-te.